Seguro ou Ventura. E agora?

Marta Roque

António José Seguro ganhou a 1a volta das Presidenciais 2026 a 18 de janeiro, domingo passado, com 1 755 760 de votos ( 31,12), em segundo lugar ficou André Ventura 1 326 938 de votos (23,52%), quando em 2021 André Ventura atingiu uns escassos 496 773 votos e 11,90%.

Uma reviravolta da esquerda relativamente às presidenciais de 2021 com Marcelo Rebelo de Sousa a atingir uma confortável maioria absoluta com 60% das intenções de voto e a candidata do PS, Ana Gomes, a ficar em segundo lugar com apenas 12,97% .

Para a socialista Maria Antónia Almeida Santos na segunda volta das eleições presidenciais “está em causa muito mais do que a escolha de um nome. Está em causa o perfil do Presidente que queremos para Portugal.”

Confirma voltar a apoiar António José Seguro, porque “representa um candidato que não divide, que une os portugueses na sua diversidade, respeitando as diferenças e colocando o prestígio de Portugal no centro da sua ação.”

Pelo contrário, André Ventura apresenta-se “como um candidato de fação”, comenta a socialista ao Estado com Arte Magazine, que “vive da divisão e do confronto”, e que, a seu ver, “não oferece as garantias de confiança, estabilidade e respeito institucional que o cargo exige”.

No entanto, Maria Antónia Almeida Santos acredita que “nada está decidido. Tudo está em aberto”.  Acrescenta que “cabe-nos refletir sobre o país que queremos e lutar até ao fim e até ao último voto por uma Presidência que dignifique Portugal. Agora é o momento de votar pela união e sobrepor a dignidade à divisão.”

Lina Lopes, ex-deputada do PSD, ao Estado com Arte Magazine comenta que a passagem de André Ventura à segunda volta, com esta percentagem, “confirma uma mudança estrutural no eleitorado português e consolida, de forma inequívoca, a sua liderança no espaço da direita”. Afirma que “este não é um voto circunstancial ou de protesto, mas o reflexo de uma base eleitoral consistente que se revê num discurso centrado em temas como segurança, justiça, combate à corrupção e autoridade do Estado”.

A sindicalista, que agora é independente do Chega, diz que este resultado eleitoral, “assenta num nível de participação mais elevado do que em eleições anteriores, obriga a uma reconfiguração do mapa político nacional e demonstra que existe hoje uma parte significativa do país que procura uma alternativa clara às soluções tradicionais.” A seu ver “ignorar este sinal seria ignorar uma realidade política que passou a ter peso determinante no debate democrático.”

Resultados das Eleições Presidenciais 2026

Em 3º lugar ficou João Cotrim de Figueiredo com 903 193 votantes e 16,01%. Já mais em baixo Henrique Gouveia e Melo com 695 241 de votos e 12,32 % ,  Luís Marques Mendes em 5º lugar com 637 533 eleitores  e 11,30%.
Catarina Martins  atingiu 116 413 e 2,06%, António Filipe 92 634 votos e  1,64%, Manuel João Vieira obteve 60 934 votantes e 1,08%.

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