Agora aqui muito baixinho só para nós que ninguém nos ouve, quem está a ser gozado não são os caldenses, é o oeste no seu todo. Não caríssimos, não vem aí nenhum hospital para as Caldas nem para o Bombarral que é Torres Vedras, aprendam a não acreditar na palavra de um político, fiquem atentos é aos sinais que ele vos dá.
Durante a campanha eleitoral para as eleições autárquicas, já lá vão seis meses, o primeiro-ministro Luís Montenegro veio a Caldas da Rainha fazer a campanha do seu partido e não tendo nada de sério para dizer aos caldenses anunciou a propósito do novo hospital do oeste, que “a decisão será a que resultar do processo de avaliação aprofundado, fundamentado com todas as consequências”, não sabemos bem o que isto quer dizer, mas chama-se conversa da treta e lá foi esclarecendo que iria mandar às malvas o tal estudo que por aí foi feito e do qual resultou que a localização seria algures no Bombarral que é Torres Vedras (exatamente aquela que em Junho de 2023 o ministro Pizarro socialista, com a mesma leviandade veio também anunciar), para mandar fazer outro estudo, agora sim uma coisa a sério.
A questão que se coloca é, seis meses depois, o que é que os sociais-democratas caldenses tão expeditos e influentes a trazer uma dúzia de ministros às Caldas para fazerem campanha eleitoral, já fizeram ou influenciaram junto do governo para que o tal outro estudo sobre o novo hospital do oeste, prometido lá pelo chefe, se execute? Se não fizeram, o que esperam para fazer? É que a ficar assim serão coniventes com o embuste perpetrado pelo Luís e todos ficamos a saber que afinal aquilo que parecia ser, foi mesmo só conversa de lixeira de campanha eleitoral.
Entretanto, sabe-se que o município caldense pediu já há alguns meses uma reunião à ministra da saúde, essa mesma que anda por aí a encerrar serviços por todos os lados em todos os hospitais e que ainda nem obteve resposta da dita cuja. Talvez fosse boa ideia convidá-la para um jantar de campanha eleitoral e ela viria em passo de corrida, ou em alternativa que viesse com a mesma rapidez com que há dois dias foi ao programa do “gozar com quem trabalha”.
O que não podemos permitir é que a senhora ande a gozar com os caldenses e os seus autarcas, que a esta hora em meu entender já deveriam ter convocado uma conferência de imprensa denunciando este enorme embuste de que os caldenses estão a ser vítimas e dado no mínimo dois murros na mesa, porque há décadas que as Caldas da Rainha anda a ser literalmente desprezada e ostensivamente gozada por sucessivos governos do PS e do PSD, de nada lhe valendo a inutilidade de ter deputados de um ou do outro partido.
Agora aqui muito baixinho só para nós que ninguém nos ouve, quem está a ser gozado não são os caldenses, é o oeste no seu todo. Não caríssimos, não vem aí nenhum hospital para as Caldas nem para o Bombarral que é Torres Vedras, aprendam a não acreditar na palavra de um político, fiquem atentos é aos sinais que ele vos dá e reparem que no orçamento de estado de 2026 não existe nenhuma verbazinha para o tal novo hospital do oeste, então como é que se constrói um hospital sem dinheiro, mesmo para um projeto que fosse? Pois, não constrói nem projeta. Aí está um sinal.
E não repararam na leviandade com que o ministro socialista Pizarro anunciou a localização do hospital, com base num estudo que não foi o governo que mandou fazer, que não cumpria critérios científicos nem critérios territoriais sérios? Pois, outro sinal. Ou na forma não menos leviana como o primeiro-ministro, este do PSD, atirou ao lixo o estudo que era bom para o outro e disse que iria mandar fazer novo estudo? Pois, outro sinal.
Ao mesmo tempo, vejam as notícias, fiquem atentos e reparem em quantos hospitais e clínicas privadas dos grandes grupos de saúde andam por aí a ser licenciados e contruídos…, vamos lá então estar mais atentos. Pois, outro sinal. E se formos ao historial deste processo do novo hospital do oeste, os sinais são às dezenas e repetem-se governo após governo.
Sim, é isso, andamos todos a ser ludibriados.


