A UNESCO lançou a iniciativa, em 2001, cidade ‘Capital Mundial do Livro’, anualmente. As cidades designadas são dedicadas a promover a alfabetização, a aprendizagem ao longo da vida, a proteção dos direitos de autor, bem como a liberdade de expressão. Rabat, Marrocos, é a Capital Mundial do Livro para 2026.
A Diretora-Geral da UNESCO, Audrey Azoulay, anunciou a designação de Rabat (Marrocos) como Capital Mundial do Livro para 2026, com base na recomendação do Comité Consultivo da Capital Mundial do Livro.
O Dia Mundial do Livro, celebrado em 23 de abril, é uma data simbólica que visa promover a leitura, a publicação e a proteção da propriedade intelectual através dos direitos autorais. Esta data foi escolhida por coincidir com o aniversário ou a morte de grandes escritores, como William Shakespeare e Miguel de Cervantes. A UNESCO criou esta celebração para encorajar todos, especialmente os jovens, a descobrir o prazer da leitura e valorizar as contribuições dos autores para a cultura e a sociedade.
«A complexidade do ser humano multiplica-se quando entra em relação com os outros. Somos todos diferentes e os nossos estados de ânimo flutuantes. Perante tanta heterogeneidade não é de estranhar que se deem incompatibilidades que só uma mente inteligente e generosa é capaz de ultrapassar com certa elegância».
«No mais íntimo de nós devemos encontrar o refúgio seguro onde descansar. A paz da alma é a verdadeira tábua de salvação. A sós connosco próprios é onde desfrutamos dos momentos mais intransferíveis e também mais requintados.
Com frequência, o espetáculo que a vida nos oferece é tão pobre que pressupõe um descanso conduzir o olhar para o mais íntimo do nosso ser, para vislumbrarmos algum raio de luz que dê calor aos instantes que estamos a viver.
Novidade da Semana – A SERENIDADE

A Serenidade de Miguel – Ángel Martí Garcia, é um pequeno livro que não tem perfil religioso, psicológico nem é de autoajuda, embora contenha um conjunto frases cheias de bom-senso, numa singeleza tamanha, que facilmente nos revemos em algumas passagens, porque são o comum das nossas vivências.
Ouso partilhar a premência da leitura desta obra, de Miguel – Ángel Martí Garcia, recentemente lançada pela editora Encontro da Escrita.
Paz, doçura, tranquilidade calma, sossego e silêncio, num envolvimento tão homogéneo que nos ousa transportar para um cenário onírico, longe de toda uma realidade circundante.
Utopia? Ou um mundus vivendi perfeitamente ajustável ao nosso quotidiano, que não obstante frenético e, ou, em tons carregados, poderá e deverá ser trabalhado para que o nosso espírito molde a nossa vida no sentido de uma maior e serena felicidade? «Não está sereno quem não tem nada que o incomode, mas sim quem entende, com amor, o que lhe sucede».
Serenidade. Esta é, sem dúvida, uma palavra que, ao ser mencionada, evoca paz, doçura, tranquilidade, sossego, calma, felicidade… E lembra também um céu azul ou águas tranquilas, um equilíbrio interior e do cosmos, onde tudo se resolve em harmonia; uma paz que cada ser humano busca e desejaria ver refletida no mundo que o rodeia.
Sobre as capitais mundiais do livro
Após a cidade do Rio de Janeiro em 2025, a designação de Rabat como Capital Mundial do Livro para 2026, revela um cruzamento cultural onde os livros ajudam a transmitir o conhecimento e as artes em toda a sua diversidade. A crescente indústria local de livros também desempenha um papel crucial no avanço da educação.
Com 54 editoras, a terceira maior feira internacional de livros e publicações da África e um número crescente de livrarias, a indústria editorial de Rabat não é apenas uma parte vital da economia criativa da cidade, mas também está na vanguarda da democratização do conhecimento.
A UNESCO e o Comitê Consultivo da Capital Mundial do Livro reconheceram Rabat pelo seu claro compromisso com o desenvolvimento literário, o empoderamento de mulheres e jovens por meio da leitura e a luta contra o analfabetismo, especialmente entre comunidades carentes.
Como Capital Mundial do Livro para 2026, Rabat lançará uma série de iniciativas com o objetivo de promover o crescimento econômico sustentável e benefícios sociais, ampliando o acesso aos livros e apoiando a indústria editorial local. Em particular, a cidade lançará uma grande iniciativa para reforçar a alfabetização de todos os seus cidadãos.O ano das celebrações começa em 23 de abril de 2026, no Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais.
As cidades designadas como Capital Mundial do Livro da UNESCO se comprometem a promover livros e leitura para todas as idades e grupos, dentro e além das fronteiras nacionais, e a organizar um programa de atividades para o ano.
Como a vigésima sexta cidade a carregar o título desde 2001, Rabat sucede Madri (2001), Alexandria (2002), Nova Délhi (2003), Antuérpia (2004), Montreal (2005), Turim (2006), Bogotá (2007), Amsterdã (2008), Beirute (2009), Liubliana (2010), Buenos Aires (2011), Erevan (2012), Bangkok (2013), Port Harcourt (2014), Incheon (2015), Wroclaw (2016), Conacry (2017), Atenas (2018), Sharjah (2019), Kuala Lumpur (2020), Tbilisi (2021), Guadalajara (2022), Accra (2023), Estrasburgo (2024) e Rio de Janeiro (2025).
O Comité Consultivo da Capital Mundial do Livro da UNESCO é composto por representantes da Federação Europeia e Internacional de Livreiros (EIBF), do Fórum Internacional de Autores (IAF), da Federação Internacional de Associações de Bibliotecas (IFLA), da Associação Internacional de Editores (IPA) e da UNESCO.


