Os livros não se rendem

Susana Mexia

A Religião Woke é o último livro  de Jean-François Braunstein, uma edição da  editora Guerra & Paz. Nesta obra o autor questiona de onde vem e quais são os fundamentos do wokismo, explica e contextualiza toda a estratégia wokista, a sua tirania de incultura recorrendo a textos, teses, e ensaios. Denuncia e explica profundamente a pretensa loucura de destruir a Liberdade, a História e a Humanidade.

Uma onda de loucura e intolerância está a varrer o mundo ocidental. Com origem nas universidades americanas, a religião woke está a varrer tudo à sua passagem: universidades, escolas, empresas, meios de comunicação social e cultura. A seriedade e a ausência de questionamento de si mesmos caracterizam o pensamento woke. A falta total de sentido de humor e de incapacidade para dialogar, revelam claramente o seu carácter totalitário, fanático e, aparentemente, sedutor. Todo o raciocínio lógico é desconhecido para as suas mentes, logo a Lógica também é considerada racista.

Nesta obra o autor explica e contextualiza toda a estratégia wokista, a sua tirania de incultura recorrendo a textos, teses, conferências e ensaios, em que denuncia, cita e explica profundamente a pretensa loucura de destruir a Liberdade, a História e a Humanidade.

Muitos militantes woke são diplomados em “ Estudos de Género”, em “Estudos Pós-coloniais” e em “Estudos sobre a Raça”, e por conseguinte “sentem-se snobmente autorizados a considerar sem valor todo o conhecimento do qual discordam”.

Os wokes seguem a norma de impedir de falar ou de ensinar todos aqueles que não estão de acordo com as doutrinas que propagueiam. Por isso, ousam manifestar-se contra a ida de um ou outro palestrante às universidades, bloqueando o acesso às conferências, impedindo os seus adversários de falar, rotulando-os de “reaccionários”, “racistas”, “fascistas”, “homofóbicos”, etc.

Esta chamada “nova religião” proclama o “transgénero” como o herói do nosso tempo, anuncia de forma provocatória e grande vitalidade a teoria do género, professando que o sexo e o corpo não existem e que a consciência é o que importa. Alia-lhe ainda outras componentes da ideologia woke, as teorias críticas da raça, afirmando que “todos os brancos são racistas, mas que nenhuma pessoa racializada o é”.

O objectivo dos wokes é desconstruir todo o património cultural, civilizacional e científico para a instauração de uma ditadura em nome dum pseudo bem e de justiça social.

O Ocidente “sofre uma crise pandémica e parasitária de wokismo”, isto é, doença desordenada do pensamento, que priva as pessoas de pensarem racionalmente. Altamente preocupante na medida em que o contágio destas ideias delirantes conduzem a uma loucura colectiva ou a um contágio mental.

A vida virtual ou fuga da realidade, gera solidão e solipsismo, desenvolve e fabrica uma consciência de massas, que vive de ilusão, de fantasia, de delírio ou perturbação da personalidade e conduz a uma “identidade fluida”.

Zygmunt Baume, sociólogo e filósofo polaco contemporâneo, descreveu a nossa sociedade como “sociedades líquidas”, onde o valor supremo é a “impermanência universal”, que o indivíduo se esforça por vivenciar, com jogos “em torno dos limites do corpo e das identidades que por serem flutuantes, seduzem para deslizes universais, quer se trate de droga, de jogos em torno das identidades sexuais ou experiências de descorporização”.

Esta fuga da realidade é alimentada pelas indústrias culturais que colaboram na difusão da ideologia woke, como as séries da Netflix, a Google e muitos outros meios de comunicação social “ocidental”.

Jean-François Braunstein, autor de A Religião Woke, nasceu em Marselha, França, em 4 de novembro de 1953, licenciou-se em Literaturas Modernas e Literaturas Clássicas e, posteriormente, em Filosofia, sendo mestre em Literaturas Clássicas e doutorado em Filosofia. É membro da Sociedade Francesa de Filosofia e especialista em história e filosofia das ciências. É atualmente professor titular de Filosofia Contemporânea na Sorbonne e investigador no laboratório EXeCO (Experiência e Conhecimento).

É historiador do pensamento médico e da filosofia francesa dos séculos XIX e XX, Braunstein é um dos principais estudiosos, em todo o mundo, de epistemologia histórica e metodologia da história das ciências. Escreveu livros polémicos, como La Philosophie devenue folle : le genre, l’animal, la mort, em que contesta vigorosamente as teses da teoria do género de Judith Butler e do animalismo de Peter Singer, que visariam apagar o que biologicamente diferencia homens e mulheres, humanos e animais.

Seja Apoiante

O Estado com Arte Magazine é uma publicação on-line que vive do apoio dos seus leitores. Se gostou deste artigo dê o seu donativo aqui:

PT50 0035 0183 0005 6967 3007 2

Partilhar

Talvez goste de..

VINHO A EXPORTAR

Jack Soifer,
Consultor internacional nas áreas da gastronomia e vinhos

Apoie o Jornalismo Independente

Pelo rigor e verdade Jornalistica