Trump divulga documentos do assassinato de JFK

Estado com Arte Magazine

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou nesta terça-feira material relacionado ao assassinato do ex-presidente John F. Kennedy em 1963, como forma de honrar a sua promessa na campanha eleitoral em fornecer mais transparência sobre o evento chocante no Texas.   O governo Trump não avisou ninguém da família do presidente Kennedy sobre a libertação dos documentos classificados.

Trump também prometeu divulgar documentos sobre os assassinatos do líder dos direitos civis Martin Luther King Jr. e do senador Robert Kennedy, ambos mortos em 1968.

Uma parcela inicial de cópias eletrónicas de artigos inundou o Site dos Arquivos Nacionais, com um total de mais de 80.000 que devem ser publicados, depois de os advogados do Departamento de Justiça passarem horas a estudarem os ficheiros, avança a Reuters.

Os documentos digitais, incluindo PDFs de memorandos anteriormente classificados, oferecem uma janela para o clima de medo na época em torno das relações dos EUA com a União Soviética logo após a Crise dos Mísseis de Cuba de 1962 quase levar a uma guerra nuclear.

Pensa-se que o lançamento dos documentos intrigue as pessoas que há muito são fascinadas por um período dramático da história, com o assassinato e com o próprio Kennedy.

Muitos dos documentos refletiam o trabalho dos investigadores para aprender mais sobre o tempo do assassino Lee Harvey Oswald na União Soviética e rastrear seus movimentos nos meses que antecederam o assassinato de Kennedy em Dallas em 22 de novembro de 1963. Uma revisão inicial dos artigos não mostrou desvios da narrativa central.

O secretário de Saúde e Serviços Humanos de Trump, Robert F. Kennedy Jr., filho de Robert Kennedy e o sobrinho de John F. Kennedy, disse acreditar que a Agência Central de Inteligência estava envolvida na morte de seu tio, uma alegação que a agência descreveu como infundada.

Kennedy Jr. se recusou a comentar à Reuters na terça-feira. Jack Schlossberg, neto de JFK, disse no X na terça-feira: “O governo Trump não avisou ninguém da família do presidente Kennedy sobre a libertação”.

Os documentos sugerem que Castro não iria tão longe a ponto de provocar uma guerra com os Estados Unidos ou escalar a ponto de “colocar em risco sério e imediatamente o regime de Castro”.
“Parece mais provável que Castro intensifique seu apoio às forças subversivas na América Latina”, diz o documento. Um documento divulgado em janeiro de 1962 revela detalhes de um projeto ultrassecreto chamado “Operação Mangusto”, ou simplesmente “Projeto Cubano”, que foi uma campanha liderada pela CIA de operações secretas e sabotagem contra Cuba, autorizada por Kennedy em 1961, com o objetivo de remover o regime de Castro, noticia a Reuters.

Trump assinou uma ordem, logo após assumir o cargo em janeiro, relacionada à divulgação de documentos, levando o Federal Bureau of Investigation a encontrar milhares de novos documentos relacionados ao assassinato de Kennedy em Dallas.

Na luta para cumprir a ordem de Trump, o Departamento de Justiça dos EUA ordenou que alguns de seus advogados que lidam com questões sensíveis de segurança nacional fizessem uma revisão urgente aos registos do assassinato, de acordo com um e-mail visto pela Reuters na noite de segunda-feira.

“O presidente Trump está  a inaugurando uma nova era de máxima transparência”, disse a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, num post no X.

Alice L. George, historiadora cujos livros, incluindo “The Assassination of John F. Kennedy”, exploram a América moderna, disse que a curiosidade dos americanos sobre assassinatos e questões sobre a transparência do governo aumentam “a sensação de que deve haver evidências importantes escondidas nesses arquivos”. O assassinato de Kennedy foi atribuído a um único atirador, Oswald.

O Departamento de Justiça e outros órgãos do governo federal reafirmaram essa conclusão nas décadas seguintes. Mas as pesquisas mostram que muitos americanos ainda acreditam que sua morte foi resultado de uma conspiração.

Trump também prometeu divulgar documentos sobre os assassinatos do líder dos direitos civis Martin Luther King Jr. e do senador Robert Kennedy, ambos mortos em 1968. Trump deu mais tempo para elaborar um plano para essas libertações.

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