Rui Gonçalvez

DIA DE PORTUGAL, DOS PORTUGUESES

Rui Gonçalves, Arquitecto

Mas eles tentaram dar uma outra lição, como aquela de que “não existem raças puras”, como se alguma vez alguém tivesse falado em “raça pura”, todos sabemos que o PORTUGUÊS é feito de brancos, pretos e mestiços, sem repúdio, nem rancores e muito menos ódios e essa é uma das grandes virtudes das heroicas descobertas dos nossos ilustres antepassados, onde levámos a civilização.

“A tentativa de humilhação, vinda de quem quer que seja, esbarra na couraça da indiferença com que os Portugueses já olham para um presidente caduco e há muito fora de prazo. A repudiada ofensa da Lili e do Celinho, resulta exatamente de quererem pôr em pé de igualdade com o PORTUGUÊS, porque esta Pátria é só dele e não de um qualquer “portindianês”, ou “portangolês”, ou um “portangladeshês”, isso é inaceitável e nunca irá acontecer, estamos alerta.”

Em situações que me parecem ultrapassar a realidade, fico um tempo a tentar perceber se estou de facto a ver bem, ou se não será má interpretação minha, no fundo, aquele momento em que pensamos, “será que o maluco sou eu?” e por isso ter deixado passar uns dias para a poeira assentar e ter a certeza de que estou com os pés na terra.

Aproveitar o 10 de Junho, Dia de Portugal de Camões e das Comunidades Portuguesas, mas daqueles PORTUGUESES que não compraram a nacionalidade, como agora se vende e compra por aí em bazares de países do terceiro mundo, mas dos que a têm por nascimento, por direito próprio e por sangue PORTUGUÊS, é inconcebível a tentativa de deturpação da história e a tentativa de incutir a esses Portugueses, culpas que jamais tiveram ou lhes podem ser atribuídas. Representa uma clara e deplorável ofensa ao povo que ama a sua PÁTRIA e carece, no mínimo, de um pedido de desculpas da parte de quem praticou a ofensa.

Foi o que fizeram, a Lili escritora, com a conivência e o reforço do presidente Celinho, numa cerimónia que devia servir apenas para comemorar a PORTUGALIDADE, honrar os nossos antepassados que tanta civilização levaram ao mundo e homenagear os que tombaram em defesa da PÁTRIA, da qual pelos vistos ambos os intervenientes se envergonham. A tentativa de humilhação, vinda de quem quer que seja, esbarra na couraça da indiferença com que os Portugueses já olham para um presidente caduco e há muito fora de prazo. Haja pudor.

A história não se apaga, não se repete, não se renega, nem é lícito que se deturpe, como os oradores de serviço fizeram. A afronta aos nossos antepassados, vinda do mais alto magistrado da nação, é inconcebível e um ato deliberado de traição à Pátria. Os militares presentes, que ainda combateram nos antigos territórios portugueses em África, a começar pelo homenageado e ilustre General Ramalho Eanes, só podem ter-se sentido atraiçoados. O próprio pai do presidente autor da afronta, a esta hora dará piruetas na tumba, também ele um digno defensor da Pátria Portuguesa naqueles territórios.

Mas afinal quando se fala de escravos, estamos a falar do passado ou do presente? Sim, dos que neste país entraram e permanecem de forma ilegal, graças à permissividade das autoridades e às leis produzidas em nove anos de miseráveis governos de esquerda, leis essas sancionadas pelo próprio presidente, a serem explorados por máfias e a viverem e trabalharem em condições desumanas, à mercê de gente sem escrúpulos, muitas vezes seus compatriotas. É bom que ponha a mão na consciência e assuma a quota parte de culpas que lhe cabem pessoalmente, por esta prática de escravatura moderna, com a sua assinatura.

Mas eles tentaram dar uma outra lição, como aquela de que “não existem raças puras”, como se alguma vez alguém tivesse falado em “raça pura”, todos sabemos que o PORTUGUÊS é feito de brancos, pretos e mestiços, sem repúdio, nem rancores e muito menos ódios e essa é uma das grandes virtudes das heroicas descobertas dos nossos ilustres antepassados, onde levámos a civilização. A repudiada ofensa da Lili e do Celinho, resulta exatamente de quererem pôr em pé de igualdade com o PORTUGUÊS, porque esta Pátria é só dele e não de um qualquer “portindianês”, ou “portangolês”, ou um “portangladeshês”, isso é inaceitável e nunca irá acontecer, estamos alerta.

E já agora, a propósito de “reparações” do passado aos antigos territórios em África, estamos a falar do que é devido aos portugueses pelo que lá deixaram e lhes roubaram e que era legitimamente seu, quando foram selvaticamente expulsos sem dó nem piedade, ou das fantásticas infraestruturas que lá deixámos e que fizeram daqueles territórios dos mais civilizados do planeta? Sim, se há reparações justas a fazer, seriam essas e era delas que competia a um presidente preocupar-se. Inverter a história e tentar beneficiar o infrator, é crime de lesa-pátria.

E sim, somos descendentes de Afonso Henriques, o tal que varreu a própria mãe, já em nome da Portugalidade, de Vasco da Gama, do Infante D. Henrique e de muitos outros que levaram a civilização a todos os recantos do mundo e de todos quantos combateram e foram abatidos em nome da Pátria Portuguesa, de que tanto me orgulho, mesmo com um presidente que me envergonha.

(Nota: quem não tem sensibilidade para perceber o que é o 10 de Junho, certamente não terá também sensibilidade para se incomodar com o uso de diminutivos, como a Lili e o Celinho, porque de facto são demasiado pequeninos)

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