Mas afinal o que foi feito no Estado Novo e concretamente por Salazar, que continua a ser um exemplo para o país? Sobre a “saúde”, que anda aí pelas ruas da amargura, pior do que nunca, é curioso constatar que 50 anos depois, os grandes hospitais de referência deste país, nomeadamente Santa Maria e São José em Lisboa, São João e Santo António no Porto e até os hospitais universitários de Coimbra, que foram construídos nos anos 80, mas projetados no anterior regime, todos construídos por Salazar, continuam hoje a ser aqueles hospitais onde tudo acaba por se resolver. Eles são as referências da saúde em Portugal.
Estamos, entretanto, a comemorar os 50 anos da instauração do regime democrático, período já superior ao do anterior regime, o Estado Novo, em que António de Oliveira Salazar presidiu ao governo da nação durante 36 anos, sendo por muitos considerado como “fascista”, substituído nos últimos seis anos do regime por Marcelo Caetano.
Já sei que é politicamente incorreto falar do anterior regime e da sua principal figura, eu sei que é, mas também não era agora que me iria preocupar com essa coisa do politicamente correto. É tempo de fazer algumas contas e comparações. Carregar para todo o sempre o ónus de tudo quanto de mau acontece no país, só porque uns quantos teimam em arranjar um responsável a quem apelidam de “fascista” e porque precisam de branquear a sua incompetência, não é sério e não é justo.
Quanto ao “fascista”, o insuspeito Mário Soares, obviamente inimigo de Salazar, foi o próprio a afirmar que, “embora sendo ditador, nunca foi um fascista”, mas disse mais e fez questão de esclarecer e afirmar que, “nunca mexeu nos dinheiros públicos”, disse ele e está escrito e gravado, assim tal e qual, numa alusão direta e evidente a muitos dos que no regime democrático se têm aproveitado do poder para consecutivos atos de corrupção e basta-nos abrir os jornais todos os dias.
Mas afinal o que foi feito no Estado Novo e concretamente por Salazar, que continua a ser um exemplo para o país?
Sobre a “saúde”, que anda aí pelas ruas da amargura, pior do que nunca, é curioso constatar que 50 anos depois, os grandes hospitais de referência deste país, nomeadamente Santa Maria e São José em Lisboa, São João e Santo António no Porto e até os hospitais universitários de Coimbra, que foram construídos nos anos 80, mas projetados no anterior regime, todos construídos por Salazar, continuam hoje a ser aqueles hospitais onde tudo acaba por se resolver. Eles são as referências da saúde em Portugal.
Ao invés, em 50 anos de democracia, os ilustres governantes desta nobre nação valente, não conseguiram sequer decidir a localização do repetidamente anunciado Hospital de Todos os Santos, que, dizem, viria substituir alguns daqueles.
Em 36 anos do tal dito “fascismo”, foram construídos mais de uma dezena de aeroportos, Lisboa, Porto, Faro, Luanda, Lourenço Marques, Bissau, Cabo Verde, etc…, espantosamente, ou não, em 50 anos de democracia, as estrelas cintilantes que nos têm governado, não conseguiram decidir, nem sequer a simples localização de um único aeroporto, bastava só um aeroportozinho. Haja paciência para tanta incompetência.
Ainda a propósito de obras públicas, em matéria de autoestradas, de facto os 50 anos de democracia deram-nos múltiplas autoestradas, é uma realidade inquestionável, algumas delas em real efeito multiplicativo, de tal forma que em alguns casos andam ao lado umas das outras. Mas, entretanto, de que é que se fala agora?
Que é urgente voltar ao transporte ferroviário, há que fazer muitos quilómetros de linha férrea. E acham que isto tem alguma coisa que ver com questões ambientais? Nada disso. Fizeram-se autoestradas e agora preparam-se para fazer linhas de caminho de ferro, porque estas são as grandes obras, que alimentam a corrupção com as grandes comissões de muitos milhões.
Mas podemos sempre falar da questão ambiental e nessa matéria o suposto “fascista” deixou construídas e a funcionar 3.500 quilómetros de ferrovia, e neste momento existem apenas 2.500, com os restantes 1.000 desativados, porque a incapacidade e incompetência dos nossos sucessivos governantes as deixaram inutilizar. Também em matéria de mobilidade e ambiente o “fascista” era um verdadeiro visionário e não precisou de nos ameaçar com a falácia das “alterações climáticas”.
Curiosamente, no tempo do “fascista” não consta na história que alguma vez tenha faltado um único professor, em alguma disciplina ou em alguma escola do país, agora, 50 anos depois, faltam milhares de professores, porque deixaram de ter a dignidade, a compensação adequada e o estatuto que tinham na época.
Ahhh… mas havia bairros de barracas, porque não havia habitação para todos, é uma verdade, mas a outra verdade é que não havia como 50 anos depois há, gente, muita gente, acampada ao longo de ruas e avenidas em Lisboa e em outros locais, não só da capital e muitos nem tenda têm, nem tão pouco a tal barraca. A habitação para todos existe sim, mas só na Constituição.
E dizemos, bom, mas naquela época havia censura, não éramos livres de expressar as nossas opiniões políticas e dificilmente se encontrará quem preze tanto quanto eu essa liberdade de expressão. Desde logo porque não me seria permitido, por exemplo, escrever este e outros tantos textos críticos do poder incapacitado, incompetente, ignorante, saloio, inculto e acima de tudo mal-intencionado e cada vez mais corrupto, que nos governa e que todos os dias corrói os impostos que pagamos, assim como não era possível manifestarmo-nos, pois não, é de facto verdade. E a questão é, de que nos tem servido esta tal liberdade de expressão?
E já agora, valerá a pena falarmos da indústria e da agricultura que tínhamos e agora não temos? Pois, mas isso a culpa não foi nossa, claro que nunca é nossa, foi da Europa que nos pagou biliões de euros que não investimos, como era suposto e alguns encaixaram como deles.
Afinal, 50 anos depois, é possível concluir que o “provinciano” e “fascista” Salazar, era um verdadeiro estadista e tinha a visão que os urbano / depressivos que nos têm governado na era democrática, ainda não mostraram.
E não, não vamos falar de questões ideológicas, nada disso, cingimo-nos apenas a factos e contra factos haverá sempre argumentos, dos que embora vendo, se recusam a reconhecer o óbvio.
Entretanto… é isso, venham de lá os epítetos de “saudosista”, “salazarista”, etc…, porque do “fascista” já não vale a pena, a alcunha já me acompanha há 50 anos.
Enquanto isso, não é possível estarmos condenados “ad aeternum” a ser governados por bandos de salafrários.

