Veja-se a vergonha, o Parlamento da Turquia aprovou uma lei que prevê penas de até três anos de prisão a jornalistas e usuários de redes sociais que divulguem informações falsas ou enganosas. Falsas ou enganosas são duas ovas. É canja perceber o que traduz a miserável sentença: quem discorda da teocracia segue para o calabouço.
A moralidade dentro de meias imundas. Recep Tayyip Erdogan, ditador turco, palrou, algures, em 2022, “se Deus quisesse, a Turquia iria eliminar os curdos com armas e tanques”. Genocídio, que é o que faz, não conta com o apoio de Deus nenhum. Putin não é divino. A democracia inexistente, conduz opositores do regime totalitário, directamente, e nas melhores das hipóteses, para as grades.
Veja-se a vergonha, o Parlamento da Turquia aprovou uma lei que prevê penas de até três anos de prisão a jornalistas e usuários de redes sociais que divulguem informações falsas ou enganosas. Falsas ou enganosas são duas ovas. É canja perceber o que traduz a miserável sentença: quem discorda da teocracia segue para o calabouço.
É esta poluição política que defeca sentenças e conclusões. A última posta que lhe saiu da goela foi comparar Benjamin Netanyahu a Hitler. Não sabe o que diz e criaturas que perderam o norte da fala é sinal que o cérebro está despovoado. Vá ler sobre o nazismo, campos de extermínio e solução final, de caminho leve também outros energúmenos que sabem tanto de história como um sapo entende chinês.
Podia, e devia, o déspota e os seus muchachos desvairados, portugueses incluídos, aprender a ser democrata e deixar que a liberdade seja realidade no país que domina desde que se sentou na cadeira de primeiro-ministro, uma longa vida que estendeu-se de 2003 a 2014, logo de seguida, a sede do poder já alinhavada, galga para a presidência da república.
Comparar o chefe do governo israelita com Hitler lembra a história velha: se uma pessoa te chamar de burro, não ligues, mas se duas pessoas te chamarem de burro, atrela-te a uma carroça. Parece ser o caso, embora não seja apenas a burrice efectiva a razão do delírio de Erdogan.
É o antisemitismo na sua forma primária, uma doença cerebral antiga, mas que tem e terá resposta, há gente que não se habituou à ideia. Azar. Atiram e levam. Em Gaza e onde tiver que ser para defender um país soberano.


