Rui Gonçalvez

E VOCÊ…, TAMBÉM QUER O SOCIALISMO DE VOLTA?

Rui Gonçalves, Arquitecto

Será que André Ventura uma vez no poder, vai resolver todos os problemas da nação e dos portugueses?

Não sou futurólogo, nem bruxo, mas não é preciso sê-lo para saber que, aninhados nos braços de Seguro estão agora todos os tais que trouxeram Portugal ao estado em que estamos, não foi o Ventura, do lado dele estão os outros, o povo anónimo que é vítima da governação danosa a que fomos sujeitos durante cinquenta penosos anos.

“Uma candidatura antidemocrática, que pretende ditar o fim da democracia e da liberdade, porque ele é um ditador”, é mais ou menos isto que dizem por aí sobre a candidatura de André Ventura, os pseudo democratas defensores desta impensável geringonça presidencial, que acolhe gente desde o CDS ao PCP.

Anedótico, patético mesmo, mas é o que há. A política portuguesa, onde as convicções há muito não existem, por troca com os muitos e financeiramente rentáveis interesses que a preenchem, é fértil em esquemas e depois de uma, essa sim antidemocrática, geringonça governamental, eis que agora aparece esta outra, de cariz presidencial.

Mas eles estão a referir-se a quê? De que é que estão a falar? Todos sabemos que não era possível alguém, mesmo que o quisesse, pôr em causa a democracia e a liberdade, se não o conseguiram fazer em 1975, com uma democracia ainda em embrião, como é que seria possível agora com ela consolidada? Haja paciência. Isso fazia-se como? Acabando com as eleições? Vamos lá apelar à honestidade intelectual desses protagonistas receosos que por aí andam e assumam claramente que na verdade o que os move, é tão só o medo que têm de que se lhe acabem os privilégios com que vão vivendo à custa do orçamento.

Todos sabemos o estado miserável em que está a saúde pública em Portugal, e os serviços públicos em geral, e o endividamento do país, e a degradada educação, e as reformas miseráveis de muitos idosos, e os impostos obscenos que pagamos, e a invasão cultural e religiosa a que estamos a ser forçados, e os vergonhosos níveis de corrupção, e o perigo que corremos por falta de segurança, e o “exército” dos subsídio-dependentes, e o atraso estrutural deste país sem perspetivas de futuro.

Pois é, é que TODOS os culpados do estado em que o país está, estas aves de rapina do PS, do PSD, do CDS, que de alguma forma estiveram em governos ou em outros órgãos de soberania, inclusive os incapacitados que levaram o país à bancarrota por três vezes, estão agora exatamente ao lado de António José Seguro, que se transformou numa espécie de coito salvador de amedrontados, são as chamadas elites políticas, isso mesmo, os que sempre viveram à conta do orçamento do Estado, os que nunca desenharam uma vírgula para alterar, melhorar, ou resolver o que quer que fosse.

Esses agora tremem com medo de André Ventura e sim, têm razões para estarem amedrontados.

O medo não lhes permite sequer parar para pensar e darem conta de que não foi André Ventura que alguma vez governou a nação e é, portanto, isento de culpas e é precisamente por isso que do lado dele não estão os “colunáveis” que enchem as televisões, rádios e jornais com patetices e imbecilidades, tentando estupidificar o povo, que aos poucos e cada vez mais vai percebendo o pântano criado por aqueles que se arvoram agora em donos da democracia, a tal democracia que termina no exato momento em que alguém pense de forma diferente da deles, a quem se permitem denominar por fascistas, racistas, xenófobos, incultos, malformados, ou atrasados mentais como Sérgio Sousa Pinto os intitulou recentemente, mais um dos muitos “sem profissão”, que sempre viveram à custa do orçamento de estado, esses que agora tremem porque sentem o prazo de validade a terminar.

Será que André Ventura uma vez no poder, vai resolver todos os problemas da nação e dos portugueses? Não sou futurólogo, nem bruxo, mas não é preciso sê-lo para saber que, aninhados nos braços de Seguro estão agora todos os tais que trouxeram Portugal ao estado em que estamos, não foi o Ventura, do lado dele estão os outros, o povo anónimo que é vítima da governação danosa a que fomos sujeitos durante cinquenta penosos anos.

E correm para os braços de Seguro, porque gostam dele? Não. Correm como correriam para o que lhes garantisse o estatuto, lhes preservasse os privilégios e lhes branqueasse as responsabilidades.

Esta amálgama de personalidades com origens tão díspares como o Bloco e o CDS, só é possível perante um vazio ideológico que caracteriza a candidatura de Seguro e o vazio é facilmente abrangente e agregador.

Os do PSD e do CDS, de vistas tão curtas e tão desorientados que estão, nem enxergam que estão a contribuir objetivamente para a reabilitação do PS e do socialismo, que o povo tem repetidamente dito em eleições, que quer banir.

Quando vemos Cecília Meireles, Mariana Mortágua, Francisco Rodrigues dos Santos (Chicão), Rui Tavares, Francisco Louçã, Paulo Raimundo, António Lobo Xavier, todos do mesmo lado da barricada, isto não é um ninho de vespas, porque as vespas sabem o seu lugar, estamos é perante uma mixórdia ideológica que virá cobrar ao possível presidente tudo o que os seus delírios lhes ditarem.

Apenas como um pequeno e simples exemplo, entre muitos outros possíveis, já imaginaram o que fará António José Seguro no dia em que lhe aparecer para promulgar, uma lei sobre o aborto, ou a eutanásia, ou a ideologia de género? A que lado da mixórdia ele irá agradar? Pois, eu sei que não sabem, mas não se preocupem porque ele também não.

Eles sempre foram todos socialistas e querem mais socialismo e você quer o quê? Depois lastime-se.

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