O livro Orbán vs Soros, de Gábor G. Fodor, editado em 2026, pela Diário de Bordo, apresenta duas forças mundiais em conflito, que ao mesmo tempo se pressupõem mutuamente. Duas posições intelectuais, duas visões do mundo, duas posições políticas. E como encarnação das mesmas, há duas pessoas por trás das coisas, e nelas, no duelo delas, condensa-se o mundo em que vivemos.
Num país pobre como a Hungria, Soros sonhou ser rei, foram muitos os líderes que formou na sua Universidade Centro-Europeia, sediada em Budapeste, todavia deparou-se com o obstáculo Orbán.
Viktor Orbán é a pedra angular do conservadorismo, europeu, está na política há dezenas de anos, sabe o que quer e o que faz. É um líder mundial na resistência à agenda de Soros e à sua poderosa ordem, impositiva, totalitária e liberal.
«Este livro narra a relação entre dois húngaros de talento excepcional ao longo de quatro décadas, e as suas ambições que se cruzam e se destroem mutuamente. A história de um rapaz originário da insignificante aldeia de Felcsút (Vicktor) e a de um jovem judeu húngaro nascido em Budapeste que emigrou para Londres e depois para os Estados Unidos (Soros). Um deles tornar-se-á o primeiro-ministro húngaro com mais mandatos, e o outro, um banqueiro nova-iorquino, talvez o multimilionário mais poderoso do mundo, um estadista sem Estado. Estamos a assistir ao duelo entre um líder político eleito democraticamente repetidas vezes e sempre por ampla margem, e um especulador não eleito por ninguém que é uma ameaça constante para os Estados nacionais, outro verdadeiro Number One. Uma luta com chances desiguais, às vezes visível, às vezes invisível, entre um país da Europa Central que defende a sua soberania e um império mundial interessado em criar o caos…a história do príncipe mais pequeno e do dragão de sete cabeças…»
«Soros experimentou pela primeira vez na Hungria como construir uma rede que pudesse promover os seus interesses pessoais da forma mais eficaz possível. Foi aqui que desenvolveu as suas palavras mágicas, como a criação da igualdade de oportunidades, o programa cigano, violação dos direitos humanos, e foi aqui que lançou as suas atividades filantrópicas, a compra de equipamento hospitalar, o programa de distribuição de leite nas escolas, os diversos programas de bolsas de estudo. O objetivo era estabelecer a sua própria rede seguindo padrões enganosos, aparentemente inocentes, envolvendo pessoas que pudesse convencer. A sua estratégia consistia em apostar em todos, apoiar todos os que se aproximavam dele e financiar todos os que pudesse».
Soros sabia que todos podiam ser comprados, porém nós sabemos que não há almoços grátis. Viktor não estava à venda e desarmou Soros, porém este não está habituado a perder…
«Viktor defende a soberania nacional, Soros ataca-a. Viktor é democrata, mas não liberal, Soros é liberal e não democrata. Viktor jura pelo conceito tradicional da família, Soros confronta-o propagando a ideologia do género, do gender. Viktor ergue-se sobre o pedestal da cultura cristã, Soros sobre o pedestal do Nada. Todos os problemas mundiais na política estão subordinados à ideologia wokista intelectual e mediática controlada pelo poder oculto que Georges Soros exerce através das suas redes, das ONGs e da estratégia directa em Bruxelas, cenário principal da sua actuação para todo o mundo».
A Ucrânia é um projecto de Soros…e a Hungria uma ilha conservadora no grande oceano progressista da Europa.
Viktor quer proteger as fronteiras, porque sem elas não há um Estado organizado, logo opõe-se fortemente à migração, Soros apoia-a e defende fronteiras abertas para unir o mundo. Viktor quer a paz, Soros quer que a guerra continue. Viktor defende a soberania nacional, o sentido de Pátria, de nação, Soros ataca-a, quer um superestado que trate os estados como províncias dependentes e subservientes.
“Em nome duma visão de um mundo partilhado e aberto a todos, Soros absorveu toda a esquerda, está ao lado dos viciados em drogas, dos transexuais, das pessoas com transtornos mentais, das profissionais do sexo, dos pró-aborto, dos defensores da eutanásia, dos ativistas anti armas, dos radicais climáticos, dos imigrantes ilegais e dos negros.
«Soros, sendo judeu, não simpatiza com Israel, o Estado nacional judeu, porque este se baseia no princípio nacional. As suas próprias organizações supranacionais são frequentemente críticas em relação aos líderes israelitas, o que provoca o descontentamento de Israel. Por outro lado, Soros é um dos maiores financiadores de ONGs anti-israelitas e anti-judaicas, anti-semitas tanto no Ocidente como em Israel. Mesmo no conflito entre Israel e o Hamas que eclodiu em 2023, Soros é quem organiza e financia os violentos protestos pró-palestinianos em quase todas as grandes cidades europeias e universidades liberais americanas. Portanto, Soros é o diabo. Não é por acaso que ele foi declarado persona non grata, pessoa não querida em Israel.»
Mais do que um conflito político, ideológico e de forças de poder, está em causa algo maior e mais precioso para a humanidade: uma questão antropológica, metafísica e teológica na qual se encontra o cerne e a essência de toda a humanidade.


