Ao terceiro dia consecutivo de retaliação iraniana pelos bombardeamentos israelitas e norte-americanos, há notícia de fortes explosões em diferentes cidades do Golfo e em Jerusalém. O conflito propagou-se, entretanto, ao Líbano.
Um total de 555 pessoas foram mortas em todo o Irão com os ataques dos EUA e de Israel que começaram há dois dias, informou o Crescente Vermelho Iraniano nesta segunda-feira.
“Após os ataques terroristas sionistas-americanos realizados em várias regiões do nosso país, 131 cidades foram afetadas até o momento e, lamentavelmente, 555 de nossos compatriotas foram mortos”, disse o grupo humanitário em uma publicação no Telegram.
Acompanhamos o evoluir da situação no Médio Oriente.
Preço do petróleo toca 80 dólares, gás e ouro sobem e bolsas recuam
A guerra no Médio Oriente fez subir hoje os preços do gás e do petróleo, que negoceia em torno dos 80 dólares por barril, enquanto as bolsas mundiais recuam e o ouro avança. Mas, “para um evento de tal magnitude e sem precedentes, as reações dos mercados financeiros permanecem moderadas por enquanto”, avalia, a diretora de pesquisa da XTB, Kathleen Brooks.
O principal movimento é o aumento do preço dos hidrocarbonetos, enquanto o Estreito de Ormuz, via essencial do comércio mundial, é agora evitado pelas principais companhias marítimas mundiais devido ao conflito.
O contrato de futuros do TTF holandês, considerado a referência europeia para o gás, registava às 08:40 GMT um aumento de 24,89%, para 39,91 euros. No que diz respeito ao petróleo, o barril de Brent do Mar do Norte disparou 9,98%, para 80,14 dólares.
O barril de WTI norte-americano subiu 9,21%, para 73,19 dólares. Este aumento do petróleo provocou uma subida do dólar, moeda internacional utilizada no mercado petrolífero: subiu 0,93%, para 1,1703 dólares por euro. O ouro, valor refúgio em caso de incertezas, ganhou 2,53%, para 5.412,75 dólares a onça.
“Há alguns anos, um conflito prolongado no Médio Oriente, no qual os Estados Unidos e o Irão se atacavam diretamente uns aos outros e aos aliados dos Estados Unidos, teria provocado o caos nos mercados”, diz Kathleen Brooks.
Os efeitos nos mercados não são “insignificantes, mas certamente não são uma derrota”, acrescentou. As bolsas recuaram: Paris perdia 1,92%, Frankfurt 2,09%, Londres 1,04%, Milão 2,23% e Madrid 2,96%. Na Ásia, Tóquio cedeu 1,35%. Hong Kong perdeu 2,14%.
“Observamos um mercado ordenado: os preços recuam, mas não há qualquer pânico, os mercados parecem (…) contar com um conflito limitado no tempo”, observa Jochen Stanzl, da CMC Markets.


