As razões do brutal aumento dos custos na construção em Portugal são os cartéis do cimento e do ferro, muito usados por cá devido a legislação antiquada. Há 30 anos os Nórdicos e não só, usam novos materiais que geram menos CO₂.
Utilizados na Dinamarca desde 1998, os resíduos reduzem a permeabilidade, previnem fissuras, reduzem ferro e cimento e assim, o transporte. Para reduzir o cimento, usam restos de vidro, plástico, papel, borracha, cinzas e argila. Consoante o agregado utilizado, a resistência à compressão e a resistência à corrosão pode cair, o que exige um aditivo. O custo de um T1 lá é a metade do daqui.
O ashcrete utiliza cinzas descartadas da queima de carvão. Uns 93% de ashcrete é composto por materiais reciclados. Ele aumenta a resistência, a resiliência e a durabilidade da mistura; mas o tempo para o endurecimento(pega) é maior.
A microssílica (ou sílica ativa) é o resto da indústria de silício metálico. Esse pó dá maior resistência e proteção contra a corrosão, e reduz 8 a 12% do uso do cimento. Mas torna o processo de reboco mais lento.
Outro resíduo para limitar o cimento é a escória de alto-forno, obtida na fabricação de aço, após moída. A sua granulometria reduz a permeabilidade, mas aumenta o tempo da pega inicial. Resíduos de betão, o entulho da demolição e não só, é 85% dos resíduos de construção, são reaproveitados, quando ela é planeada.
O grasscrete cria espaço para relva e vegetação; isso confere um aspeto natural a pisos, e melhora a absorção e a drenagem da chuva. Ele utiliza menos betão. O plástico reciclado reduz a emissão de CO₂, o transporte e o suporte estrutural. Pode reduzir a resistência, pois não se mistura bem com a areia.
O micélio consite em minifilamentos de fungos que, ao se misturar com matéria orgânica, forma um material denso, durável, resistente ao fogo, fácil de moldar. Com menor resistência, ele é mais leve e pode exigir um ligeiro maior volume.
O Hempcrete (cânhamo) tem fibras de fácil cultivo, é mais leve do que o betão, com melhor isolamento térmico.
O betão autorreparável usa menos cimento, com a adição de substâncias adesivas, reduz fissuras e chega a dobrar a vida útil da estrutura.
O bambu é utilizado na construção civil há milhares de anos e agora é alternativa sustentável ao concreto. Ele tem maior resistência à tração, melhor flexibilidade e uma resistência aprimorada à corrosão. É usado em lajes, piso, andaimes e sustenta telhas.
O CO₂ reage com o cálcio para formar partículas finas de carbonato de cálcio que criam locais adicionais para mais cristais. A exposição ao CO₂ transforma materiais que seriam passivos em agentes de ligação, e reduz o uso de cimento.
A Europa do Norte usa tudo para reduzir os poluentes e caros cimento e ferro. E nós?


