Rui Gonçalvez

A vergonha da pandemia socialista

Rui Gonçalves, Arquitecto

Todos sabemos e eles, os prevaricadores, sabem melhor do que nós. Eles ficam com os proveitos sacados à nação e a nação fica com os prejuízos e os danos causados pela incapacidade, a incompetência, a irresponsabilidade e a corrupção.

O partido socialista não tem, definitivamente, a capacidade de nos surpreender. Há décadas que é igual a si próprio. De cada vez que passa pelo governo, das duas uma: ou deixa o país num pântano, ou deixa o país de pantanas. Ou é a incompetência e a incapacidade governativa que leva o país à bancarrota, e já o fizeram por três vezes, ou é o compadrio, o amiguismo e a corrupção que lhes está na massa do sangue, que deixa o Estado destruído. E porquê?

O PS até pode não estar no governo, mas a máquina do Estado, essa estrutura obesa e altamente improdutiva que nos consome os impostos e nos endivida, está infestada de socialismo, que de cada vez que passam pelo governo, lá colocam aos milhares de militantes, simpatizantes, familiares e amigos, que controlam essa máquina em permanência, inclusive e especialmente enquanto outros governam, ou seja, deixam o terreno minado e claro, controlado e não têm dúvidas em afastar aqueles que não tenham o cartão do partido, para os substituir pelos fiéis e enquadrados politica e ideologicamente.

Consolidado o sistema, é fácil a partir daí, montar estes esquemas promíscuos entre governo / partido / (algumas) grandes empresas / conivência da comunicação social, etc… e assim se destrói uma economia e uma sociedade e se explora um povo.

Ao invés, os outros partidos que passaram pelo governo, nomeadamente PSD e CDS, ainda não perceberam, ou não têm tido a capacidade de inverter esta situação, deixando permanecer em lugares chave da administração publica, gente colocada pelos socialistas. Isto leva a que eles saibam que controlam a “máquina” e justifica a naturalidade com que cometem atos ilícitos, sabedores da impunidade de que desfrutam.

É por isto que é fundamental fazer uma purga e limpar a estrutura da administração pública, assim, tal e qual. Esta forma de colocar a questão não será politicamente correta, mas é a realidade pura e dura, ou o país andará sempre contaminado ao ritmo corruptivo do PS.

Evidentemente que no dia da demissão do primeiro-ministro, comemorei a queda do governo, obvia e literalmente, porque o fim de um governo socialista é sempre uma notícia excelente para o país.

Mas note-se, não tenho ilusões sobre a repetição da história. Agora tudo volta ao normal e a normalidade portuguesa é que os presos de ontem vão a um juiz, deixam de estar presos hoje ou amanhã, os processos vão arrastar-se pelos tribunais durante anos, a memória dos portugueses é curta, muito curta, os agora apontados à vista de todos como corruptos, vão à vida deles, irão gozar dos proventos subtraídos ao país e uns dias após consideram-se como se fossem pessoas de bem, porque a justiça em Portugal é a vergonha que é, porque foram eles que a montaram para ser assim, para não funcionar, porque a tal “máquina” está controlada por eles.

Por acaso alguém se lembra de um tal Sócrates? Não, pois não. E lá diz o povo, “não vai dar em nada” e desta vez, com mais estes socialistas, sempre eles, também não vai dar em nada. Todos sabemos e eles, os prevaricadores, sabem melhor do que nós. Eles ficam com os proveitos sacados à nação e a nação fica com os prejuízos e os danos causados pela incapacidade, a incompetência, a irresponsabilidade e a corrupção. Acrescentando os danos de reputação internacional.

Lembra-se do Serviço Nacional de Saúde que havia? Pois, já não há. Lembra-se da Educação que houve? Pois, também deixou de haver. Recorda-se dos cerca de 5 milhares de milhões de euros gastos dos nossos impostos em negócios danosos feitos com as re-nacionalizações da TAP e da EFACEC, para dar só dois exemplos? Lembra-se da mais de uma dezena de membros deste mesmo governo, que foram afastados, precisamente por estarem envolvidos em esquemas semelhantes a este e que agora só atingiu o topo de montanha?

Este é o legado que nos deixa a pandemia socialista.

Lembra-se do primeiro-ministro ter ilibado e segurado no governo o ministro Galamba, que tinha muito mais razões para ser demitido do que outros? Pudera, estava no mesmo barco. Na hora da demissão, o primeiro-ministro, com aquele ar grave e sério dos grandes momentos, além do imoral e ilegítimo exercício de vitimização, ainda disse que nada lhe pesava na consciência, sim obviamente, o que não existe não tem peso. Enquanto discutimos este momento de política nacional, ele já assegurou um lugar internacional e é mais um que deixa o país num charco.

Entretanto, e porque as eleições são já em Março, o que gostávamos mesmo de ouvir, era que os partidos políticos nos viessem dizer o que pretendem fazer para erguer o país dos escombros em que os socialistas o deixaram.

Quais as políticas para recuperar o serviço público de saúde.

Que propostas apresentam para erguer um ensino público de qualidade e liberto da contaminação ideológica da esquerda.

O que é propõem para retirar o peso do Estado da economia.

Como vão dotar as forças de segurança e as Forças Armadas de capacidade adequada ao desempenho cabal das suas funções.

Que políticas de imigração vão estabelecer para controlar a invasão islâmica de que estamos a ser vítimas.

De que forma vamos reconstruir a sociedade alicerçada na família como seu pilar fundamental.

Entretanto, não nos esqueçamos e volto ao início, o PS cumpre a tradição e nunca nos surpreende, apresentando sempre para futuro uma alternativa sempre pior do que a anterior. Um radical de esquerda, de braço dado com os bloquistas e comunistas, que só difere dos agora apanhados, porque foi apanhado antes destes, vem aí a caminho.

Pobre povo este que tão mal escolhe os seus governantes

 

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