Entre o PS, o Bloco o PCP e o PAN, todos perderam, em relação às eleições de 2019, um deputado cada, o que significa um total de menos quatro deputados, o PAN foi mesmo eliminado do PE. Isto para não falarmos no Livre, que andava aí de peito inchado, convencido que iria eleger o seu deputado, mas nada. A esquerda portuguesa caiu em desgraça, como já tinha acontecido nas legislativas de Março e mesmo assim, os deputados únicos do PCP e do Bloco, tal como o oitavo deputado do PS, foram eleitos “in extremis”, como que por milagre.
As eleições para o Parlamento Europeu não ditaram nada de novo na política interna, o que significa que tudo permanece como antes. Ficam para registo as reações dos lideres partidários e respetivas “entourages”, também elas iguais às de sempre.
Desde logo, é um dado muito positivo para Portugal e para a Europa, a continuação e como tal, sustentada descida da esquerda, que embora evidente, eles fazem de conta que não percebem e continuam a encenar aqueles exuberantes festejos, como se estivessem perante grandes vitórias. Ridículo, sim, mas é a verdade.
Entre o PS, o Bloco o PCP e o PAN, todos perderam, em relação às eleições de 2019, um deputado cada, o que significa um total de menos quatro deputados, o PAN foi mesmo eliminado do PE. Isto para não falarmos no Livre, que andava aí de peito inchado, convencido que iria eleger o seu deputado, mas nada.
A esquerda portuguesa caiu em desgraça, como já tinha acontecido nas legislativas de Março e mesmo assim, os deputados únicos do PCP e do Bloco, tal como o oitavo deputado do PS, foram eleitos “in extremis”, como que por milagre.
Outro dado a registar, é a leitura feita pelo PS, a tentar extrapolar para a dimensão nacional a vitória pífia que teve, por míseras nove décimas de vantagem, tendo perdido um deputado em relação aos que tinha eleito em 2019 e baixando 640.000 votos comparando com as eleições legislativas de há três meses. Mas a festa é normal, faz de conta que o resultado foi ótimo e histórico, pronto, claro que levaram a taça, mas fazer das eleições europeias o ponto de partido para fazer exigências a nível interno, é demagogia pura.
A AD, apesar da perda de 580.000 votos em relação às legislativas, segurou os sete deputados que já tinha de 2019, a única força política que já estava no PE a conseguir manter o que tinha. Fica por explicar o que me parece inexplicável, no discurso do líder Luís Montenegro, o apoio da AD a uma eventual candidatura de António Costa ao Conselho Europeu. Mas então a AD não disse raios o coriscos da governação de António Costa em Portugal? O homem presta ou não presta? E não pertence a uma “família”, ou se quisermos, um agrupamento diferente do PS no PE, que defendem políticas distintas para a Europa? Ou isto é tudo ao molhe e fé em Deus? O que é que a nacionalidade tem a ver com convicções, ou com ideologias políticas? Montenegro pretende agradar a quem e porquê? Triste figura a da AD.
Os festejos da IL, no expoente máximo do deslumbramento, fizeram de conta que tiveram um resultado explosivo e afinal o que conseguiram foi uma simples subida de 38.000 votos relativamente às legislativas, o que significa cerca de 10%. É certo que foram os únicos a subir a votação, mas é tudo normal para quem apresentou a votos um ex-líder, conhecido da opinião pública, apesar de se ter mostrado, talvez o melhor candidato e até por isso, fica por perceber tamanho arraial.
Evidentemente que o Chega, não sendo, ao contrário do que os habituais detratores noticiam e comentam, o grande derrotado da noite, teve, obviamente um péssimo resultado, o que não constitui, no entanto, uma grande surpresa. Desiludam-se os que pensam que esta pode ser uma reviravolta do processo evolutivo do partido que tanto odeiam. O eleitorado do Chega, partido que fez regressar ao mundo dos votantes, eleitores que andavam há muito afastados do processo eleitoral, como se provou nas legislativas, está muito mais preocupado e atento aos temas nacionais, que os afetam diretamente, do que na Europa longínqua, que poucos sabem para que serve e onde a incompetência reina a olhos vistos. E este raciocínio do eleitor comum é fácil de justificar, se aquilo é tão importante assim, como é que se encara sequer a possibilidade de António Costa estar tão bem colocado para vir a ser o futuro presidente do Conselho Europeu? Não soube governar um pequeno país como Portugal e serve para co-governar a Europa? Deixou o país de pantanas, mas serve para lá? Esta é a questão.
Não é por acaso que nestas eleições votaram menos dois milhões e meio de eleitores do que nas legislativas e o Chega foi o maior perdedor, precisamente pelas características do seu eleitorado.
Não se iludam, com o PS e a AD entretidos a discutirem qual dos dois é, ou deixa de ser, o mais arrogante que não deixa governar Portugal, tipo menino da escola primária a fazer queixinhas à professora, serão o Chega e a IL a subir em próximas eleições.
Na Europa, que está em causa, a direita continua a subir de forma sustentada, embora não tanto como se esperava e desejava, com a exceção da França a dar o grito do ipiranga, para bem de todos nós e a esquerda continua a descer, embora não tanto como se esperava e desejava e isto são bons indicadores para o futuro da civilização europeia.


