Nicolas Ghobar, cristão católico de Belém, na Palestina, veio a Portugal para vender arte religiosa cristã como forma de ajudar a manter os cristãos na Terra Santa.
Trabalha como guia turístico, mas depois dos atentados de dia 7 de outubro do Hamas a Israel, “Belém ficou sem pão e sem paz”. A única fonte de rendimentos que estes palestinianos tinham era a visita de peregrinos à igreja da Natividade, lugar do nascimento de Jesus Cristo.
Nicolas dá conta ao Estado com Arte Magazine que os cristãos são cada vez menos, “sentem-se abandonados”. Belém não foi muito afectada como na faixa de Gaza, mas a cidade foi atingida. “Há 2 mil anos que os cristãos resistem às perseguições”, explica.
Nicolas está em Portugal para representar familias cristãs que vendem artesanato da Terra santa. Presépios, cruzes, anjos, Nossas Senhoras são uma forma de ajudar os cristãos monetariamente para que fiquem em Belém. “Desde o começo da guerra foi tudo cancelado, muitos cristãos voltaram para os seus países de origem, Belém está abandonada, um deserto”, diz o palestiniano.
Os cristãos vivem de várias ajudas de familiares e da venda de bens pessoais para pagar as dívidas que têm aumentado desde a COVID-19. A Igreja Católica está a sofrer com as dificuldades da guerra, as igrejas que recebiam turistas estão agora fechadas.
Nicola conta que os peregrinos ao visitarem a Terra Santa trazem três coisas: a paz, dão vida à cidade e dão de comer ao povo. Mas agora a Igreja Católica está a “passar muitas dificuldades, não dá para manter os cristãos na terra Santa”.
Nicolas vai estar na Basílica dos Mártires e na rua do Chiado junto a livraria Bertrand até ao Natal para vender arte religiosa cristã, de Belém, Palestina. No próximo domingo, dia 10 de dezembro, Nicolas Ghobar, apresenta, na Capela do Rato, uma exposição de artesanato em madeira de oliveira, feito pela sua família.


