A 1ª edição dos Prémios Carlos Fiolhais distinguiu a 28 de maio os projetos que se destacaram ao longo este ano, os participantes assistiram ao vivo a demonstrações dos projetos em que mais de 800 pessoas, entre alunos e professores do concelho da Maia desenvolveram no Centro de Inovação Carlos Fiolhais.
Foram apresentados projectos tecnológicos como a arena de robôs com competição ao vivo, ateliers de Prototipagem, Design, Impressão 3D, e experiências de programação com ligação ao espaço.
O Centro de Inovação Carlos Fiolhais registou no ultimo ano mais de 515 horas de atividades, com mais de 800 participações entre alunos e professores provenientes dos 7 Agrupamentos Escolares do município da Maia, Porto, segundo comunicado enviado à redação do Estado com Arte Magazine.
Mais de 45 atividades, distribuídas pelos 7 universos temáticos do CICF: Code, Bot, Play, Make, Green, Voice & Link. O Universo Voice, ligado ao laboratório de rádio e experiências, foi o mais procurado, registando uma taxa de adesão expressiva por parte da comunidade.
João Baracho, Diretor Executivo do CDI Portugal revelou ainda algumas novidades para este Centro de Inovação Social, nomeadamente a App CICF que em breve estará disponível com inúmeras funcionalidades nomeadamente, requisição de equipamentos e criação de CV’s de competências sociais e digitais adquiridas no centro.

Carlos Fiolhais, um dos mais destacados cientistas e promotores da ciência em Portugal, protagonizou um momento inspirador a partir de uma pergunta provocadora: “Pode a IA substituir o Centro de inovação Carlos Fiolhais?”. Numa época em que a IA está na ordem do dia, Carlos Fiolhais abordou a complementaridade inevitável entre a inteligência artificial e a inteligência natural.
O cientista defendeu que, “embora a tecnologia automatize tarefas e facilite o quotidiano, ela jamais poderá substituir a essência humana e o propósito de uma instituição como o CICF. Isto deve-se, em primeiro lugar, à nossa condição biológica e à profunda ligação indissociável entre o corpo e o cérebro, algo que as máquinas não conseguem replicar.”
Fiolhais destacou o papel insubstituível da cultura e da cooperação social, lembrando que “o cérebro humano não opera isolado: ele desenvolve-se ao conectar-se com outros cérebros. É precisamente essa a grande missão deste Centro de Inovação: promover a interação, ligar pessoas e fortalecer a comunidade através da partilha de conhecimento, algo que nenhuma máquina conseguirá simular,” remata.
João Baracho, Diretor Executivo do CDI afirma que “neste primeiro ano de funcionamento, o Centro de Inovação Carlos Fiolhais demonstrou que a transformação digital é possível quando colocamos as pessoas no centro. Centenas de jovens descobriram que a tecnologia é uma ferramenta poderosa de empoderamento e mudança social, reforçando a premissa de que a inclusão digital é um direito, não um privilégio. No CICF estamos a criar um laboratório de inovação social com tecnologia que prepara gerações inteiras para um futuro onde criatividade, tecnologia e cidadania responsável andam juntas. Não podíamos estar mais entusiasmados e este é apenas o primeiro capítulo de uma história que ainda agora começou.”
Carla Rodrigues, Secretária de Estado Adjunta e da Juventude e da Igualdade, afirma que, a Inteligência Artificial “não substitui a criatividade, a dedicação e a capacidade humana de inovar”, defendendo uma tecnologia “ao serviço das pessoas e das comunidades”. Destaca a importância da literacia digital e do pensamento crítico entre os jovens, alertando para os riscos da desinformação e da exposição nas redes sociais. A governante sublinhou ainda o sucesso do Plano Nacional das Raparigas nas STEM, lançado há seis meses, referindo que a forte adesão demonstra que “o talento existe em todo o território”, sendo essencial garantir mais oportunidades e referências para as jovens nestas áreas.”
O Presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, acrescentou: “ao final de um ano de intensa atividade, o Centro de Inovação Carlos Fiolhais, além dos prémios que agora serão atribuídos a projetos verdadeiramente desafiantes e inovadores, averba resultado de excelência ao nível da programação, robótica, gaming, impressão 3D, sustentabilidade, rádio, entre outras áreas de investigação e desenvolvimento. Devo confessar que fico sempre muito impressionado com o entusiasmo dos jovens da Maia que encontro aqui no CICF, sempre tão focados e empenhados na concretização dos seus projetos. Estou certo de que os frutos deste investimento vão produzir impactos positivos na comunidade mais cedo que se poderia esperar…”
Os participantes desta atribuição de prémios tiveram oportunidade de assistir ao vivo a demonstrações dos projetos que mais de 800 pessoas entre alunos e professores do concelho da Maia desenvolveram no CICF ao longo deste primeiro ano onde se destacaram a arena de robôs com competição ao vivo, ateliers de Prototipagem, Design e Impressão 3D ao vivo e experiências de programação com ligação ao espaço, entre outros.
Numa cerimónia que contou com a presença da Secretária de Estado Adjunta e da Juventude e Igualdade, Carla Rodrigues, do Presidente da Câmara Municipal da Maia, António Silva Tiago, do Diretor Executivo do CDI, João Baracho e de Carlos Fiolhais, ficou patente o impacto crescente desta iniciativa.
O evento teve lugar um momento dedicado ao reconhecimento de projetos, percursos e contributos que marcaram o primeiro ano do CICF: Prémio Escola atribuído à Escola Gonçalo Mendes da Maia; Prémio Professor foi para a Professora Manuela Silva da Escola Gonçalo Mendes da Maia; Prémio Aluno para Kevin Bergonsi da Escola Gonçalo Mendes da Maia; o Prémio Comunidade dirigido à Melhor Dupla Micro. Ainda a distinção Bit para Joaquim Alves e Sebastião Silva da Escola Dr. Vieira de Carvalho, com o projeto BETO- Assistente de Estudo, e o Prémio Público foi para Projeto “Sem as abelhas não sobrevivemos” de Rafaela Carmo da Escola Secundária da Maia.
A iniciativa conta com o apoio do Centro de Inovação Carlos Fiolhais (CICF), o laboratório de inovação social com tecnologia criado em co-promoção pela Câmara Municipal da Maia e pelo CDI Portugal, e do Programa Regional Norte 2030.
Center of Digital Inclusion, Organização Não Governamental, chegou a Portugal em maio de 2013 com o objetivo de continuar a transformar vidas através da tecnologia. A sua missão baseia-se na inclusão e na inovação social e digital e os seus projetos promovem a literacia digital e o exercício da cidadania, para que os cidadãos usem as tecnologias na resolução dos seus problemas e desafios da comunidade e do mundo.
O CDI lançou em Portugal vários projetos piloto, entre os quais o Apps for Good Portugal, o Centro de Cidadania Digital Valongo e o Centro de Inovação Carlos Fiolhais. A ONG desenvolve continuamente projetos em estreita colaboração com diversas entidades nacionais, com vista a um progresso constante tecnológico de todos, porque “acredita nos benefícios que a tecnologia pode ter nas pessoas, enquanto meio e não apenas como um fim”.


